sábado, 24 de julho de 2010

Novembro de 2004, Calor, Porto Alegre

Eu sempre acreditei que não posso apostar naquilo que tenho certeza que não posso perder. A última vez que apostei alguma coisa, foi quando eu viajei horas e horas para encontrar a fonte do desgosto de minha juventude.

Foram 18 horas de ônibus com destino a Porto Alegre. Nunca na minha vida, tinha ido em direção ao Sul, e pela primeira vez que fui, fiquei com tanto medo que este sul parecia o fim. Cada foto que eu olhava fazia de mim um desesperado pelo amor de outrora.

Eu ainda não tinha aprendido a dominar meus sentimentos, e cada fagulha de saudade que exalava de mim, era capaz de dilacerar meu coração e me fazer um idiota pensador e um nato tolo com desejo de entregar a vida pela pessoa que amava e que neste momento era a única coisa que me importava.

Tudo o que eu via e encontrava, parecia pequeno ante o meu sentimento. Era como se cada coisa que eu via na minha frente, fosse capaz de dissipar tudo o que sentira; Era como se a flor do lótus que vem ao mundo uma vez a cada 100 anos, tivesse brotando no meu jardim, como a flor dos ideais humanos que nasce uma só vez na eternidade.

Eu não conseguia discernir o que era justo e o que era bom. E me entreguei de corpo e alma a este sentimento.

Quando menos dei por mim, não estava mais feliz. Havia em mim, um ressentimento e uma dor, uma certeza e uma solidão. Vi que o amor que até então tivera sentido se transformara em um pedaço de pau, podre e úmido. Isso era o amor.

Era tudo o que eu sentia, e que agora já era uma cinza, e uma quantidade pequena de um adeus solicito, e de um sussurro que se esvaia pela solidão e pelo eco profundo de um apito de adeus de um homem sofrido sobre seu cavalo, cansado de cavalcar os campos, atras de um amor, de um beijo de uma troca de carícia, de um gozo...

Deste dia para cá nunca mais chorei por ninguém, e tem de nascer quem me faça chorar de novo. Descobri também deste dia para cá que paus e pedras podem quebrar os meus ossos, mas palavras, NUNCA!

Porto Alegre, 15 de Novembro de 2004

sábado, 10 de julho de 2010

PORQUE CASAR?

A gente não deve namorar [ou casar] para ser feliz.

Você deve fazer isso, para FAZER o outro feliz. E automaticamente você será feliz, porque o outro vai querer fazer igual.

Penso que quando a gente namora ou casa para ser feliz, a gente acaba sendo egoísta e só pensando no próprio umbigo. Já parou para pensar nisso?

A mesma coisa vale para o sexo:

Supomos que eu namore você. No momento que eu to pensando em gozar e ficar esparramado na cama após ter terminado e descansando... e não estou pensando em você, em como você está, sem respeitar o seu tempo, ou o seu estágio de gozo, estou sendo egoísta, pois cada um tem o seu tempo e os nossos podem ser extremamente diferentes.
Mas se eu me preocupo em fazer o outro sentir prazer, é meio que automático:

O outro vai querer fazer o mesmo e vai ser recíproco o sentimento ainda que de "GOZAR".
Eu acho que tenho umas teorias meio doidas!

As pessoas consideradas "normais, dentro de um contexto sexual padrão na sociedade, não aceitam isso.

Tentar executar esse plano de ação, por exemplo, é ser taxado de "ET".

Eu não gosto dessa relação "come x dá". Eu tenho duas mãos, uma boca, um pinto e uma bunda! putz eu posso fazer tanta coisa com isso, não importa a posição que jogue no campo, o prazer que você pode proporcionar com tudo o que você tem é muito grande.

Se fosse assim, as lésbicas estariam fudidas, porque elas não tem pinto! Mas é porque os homens acabam por ser egoístas e só pensam em si. O resumo da opera é esse: Egoísmo.
Eu comecei a ser feliz de verdade na cama, quando eu parei de tentar entender o lance do ativo/passivo.

Eu gosto do homem, com tudo o que ele tem! gosto do corpo, das mãos, do rosto, do toque, do abraço e em tudo o que se resume intimidade;

Eu quero um homem que hoje me complete em todos os sentidos. Que eu possa falar de minha vida e querer saber da dele.

Que eu possa deitar a cabeça no colo e fazer um cafuné; Que eu possa pedir as costas dele e fazer uma massagem, sem querer nada em troca; Pelo simples fato de querer fazê-lo feliz.

Mas sabe a impressão que dá? Que as vezes quero demais!

As pessoas que encontro por aí, não se dão por satisfeitos em ter algo para o ego, ou para o psicológico, ou para o natural. Querem sempre algo além, pensam em matéria, em status. Pensam no bendito ativo x passivo, em "quem é o homem da cama";

"Eu sempre digo que enquanto o homem estiver preocupado com o lado da cama que vai dormir, ele vai ficar escondendo a bunda... com medo da rola do outro!"

Clarice Lispector – Pra não Esquecer.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Essa História, de Novo!!!

Parido às cinco da manhã do vinte e nove de agosto, era um domingo...

Nascido sobre o signo de virgem, regido pelo Sol. Brasileiro e baiano, era 1980... perfeccionista de forma que mal me aguento e tolerante à medida que me suporto.

Orgulhoso como só eu posso ser!

Nariz empinado, às vezes arrogante tenho minhas manias.

Aprendi a brincar e a amar, a detestar a areia do mar, ao mesmo tempo que admiro. Acredito que somente eu sei amar e odiar ao mesmo tempo;

Cresci... virei paulista, e comecei a torcer pelo Palmeiras, por influencia, e nem sei porque parei.

Filho do "seu" Louro e "dona" Edelvira. Aprendi a gostar de MPB ainda criança com os Lp´s do meu pai: Roberto Carlos, Clara Nunes, Milton Nascimento entre tantos que nem me lembro mais.

Cresci sozinho a puberdade me assustou. Brincadeiras de médico e paciente, diferenças e igualdades conheci... algumas continuaram, outras pararam...

Mil dúvidas surgiram, certezas, promessas, dívidas, amores, amizades. Algumas amizades ficaram, amores se foram...

O tempo passa e o guri se tornou homem, mas sem perder jamais o moleque que tá aqui escondido e de vez em quando aparece prá sorrir de travessuras que ele faz ou a vida faz para ele.

Sou do tipo que se dá bem em qualquer lugar ou espaço, indiferente as diferenças, quieto no início e expansivamente explosivo meia hora depois.
Confesso ser materialista, mas também tenho um lado espiritual. Acredito em Deus! Não nesse Deus, não nesse que os homens fabricaram. Acredito no Deus de verdade, Deus de bondade, de paz e de amor. Alguém acredita que Jesus era loiro e de olhos azuis?

Minhas frutas preferidas são: manga, melancia e Abacaxi!

As coisas que mais gosto são: eu, eu e poucos amigos. Aliás, sou de poucos amigos.

Tento ajudar em casa, faço tudo e mais um pouco. Moro só há dez anos, e não sei mais dividir. Não vou casar porque não sei dividir a minha cama. Não sei como seria alguém no meu travesseiro...

Meus maiores defeitos são: orgulho e inexistência total de paciência! Principalmente com gente cínica. Odeio cinismo.

Fico com ódio durante quinze minutos, e em outros quinze anos, ainda estou com a mesma raiva de antes. E para conquistar a minha amizade de novo, não dura menos que dez anos.
Nunca fiz jiu-jitsu, natação, vôlei e nem nada do tipo;

Quero aprender a tocar violão, comprei um e nunca fiz uma nota, fazer música que nunca tive iniciativa e embora eu ache legal, nunca quis fazer teatro. Acho patético encenar.

Tentei ser teólogo, mas não tenho saco para heresias.

Escrevo letras ou poesias, algumas vezes sem nexo e nem complexidade nenhuma, mas será que a poesia tem de ter e ser com nexo e complexidade?

Já basta eu não ter e ser!

Bebo, mas prefiro comer. Adoro comemorar por qualquer bobeira, afinal as banalidades trazem mais felicidade do que algo pré-definido.

Não tomo cerveja, Odeio uísque, me dá náuseas. Tem gente que me acha boêmio, um dia penso na opinião dos outros e sinceramente já sei que não vou dar a mínima;

Se morresse e pudesse voltar - faço das palavras de Vinícius de Moraes as minhas - viria com 3 ou 4 centímetros a mais de pau! Se bem que modéstia a parte nem preciso, estou muito bem obrigado.

Quero morrer velhinho, dormindo, aliás, não quero morrer, e se eu morrer, quero ser cremado, e se for para ser cremado vai ser ao som de uma bela música.

Não quero velório, não gosto de enxame, muito menos de fazer alguém esperar, principalmente, esperar a hora de me sepultar!!!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Perspectivas para o Novo Ano

Eu acho que não vou listar as coisas que mais quero fazer neste ano! Pois nunca funciona mesmo... a gente nunca segue uma sequencia lógica e nem cronológica e quando o ano termina, ou antes disso, já jogamos fora esta lista, ou vamos conferir e nunca está acabada.

Somos um povo de iniciativa, e só! Nunca de acabativa!!! Nunca terminamos um projeto, nunca terminamos um regime, uma academia, um curso, enfim, somos práticos em deixar as coisas pela metade!

Vou deixar com que este ano seja o mais relax possível, não vou apressar os dias e nem as horas. Vou fazer de conta que tudo vai bem, e que os amores virão e voltarão na mesma proporção!

Eu não vou ficar desesperado para encontrar o amor da minha vida. Disseram que quando a gente menos espera ele aparece! Mas eu menos espero há um tempão, e até agora nada.

Não vou correr atrás do dinheiro, vou deixar que ele corra atrás de mim se quiser, se bem que ultimamente todo mundo anda correndo atrás de alguém por algum motivo...

As roupas! vou parar de me importar com as roupas, comecarei a olhar para mim mesmo como se eu fosse um cara com tanto dinheiro que não se importa com as roupas que veste.
Serei feliz. Este ano inteiro terei como meta ser feliz, custando o que custar e seja onde for, em qualquer lugar do país, no norte ou no sul, eu vou ser feliz!

É a minha meta, ser feliz, e como já dizia o ditado: "em tempo de crise, não vou chorar, vou vender lenço"!

É isso.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Planos que se Foram!!

Eu devo a grosso modo falar da minha vida neste ano. Todas as pessoas fazem um plano para toda a vida, para todo o ano e de repente quando chega dezembro, sem susto e sem decepção, guardam o caderninho com tudo escrito na gaveta, como se não tivesse importância aqueles tantos projetos, ou aquele prospecto de ano novo.

Já dizia um poeta que a gente sempre tem uma receita de ano novo, mas eu ainda acho que a receita a gente vai inventando, quando chega na cozinha da vida. Olha para a panela das situações e vai temperando com todos os momentos, e colocando tudo o que a gente encontra pela frente, e por isso muitas vezes a comida sai com sal, sem sal, com muita pimenta, com menos pimenta... e assim vai!

Dividi a minha retrospectiva em meses, para que eu pudesse mensurar as coisas, e tentar entender o que aconteceu.

Janeiro

Iniciei o ano bem. Em Goiânia! Fui visitar um amigo de quase 15 anos, passei a virada de ano com minha sobrinha, cunhada, irmãos! Foi uma festa. Minha primeira viagem de WebJet, conheci o aeroporto Juscelino Kubitschek, e a boate Disel Brasil. Enfim, foi um final de ano histórico. Conheci um lado de Goiânia que ainda me faltava. Comecei a estudar de novo, optei por um curso que amo, e me afundei de cabeça nessa loucura de estudar.
No último dia do ano, o meu irmão mais velho que eu me dá um susto, o que mora em Goiânia, tem um derrame pleural, e quase foi dessa para melhor! Mas Papai do Céu achou que ainda não foi a hora, e segurou ele aqui de novo. Foi um tempo de aflição, em qua ficamos desesperados, e precisamos unir tudo o que éramos e tínhamos para ajudar. Mês de sufoco.

Fevereiro

Fui mandado embora da empresa que trabalhei por sete anos. No primeiro momento eu desejava isso, mas em seguida, fiquei sem chão, sem rumo. Nunca tinha me visto desempregado. Mas precisamos correr atras do prejuizo. Fiquei em casa os últimos vinte dias do mês curtindo meu irmão que veio passar férias por aqui e andei tudo o que tinha direito, desde a praia à 25 de março, fiz tudo o que tinha direito.

Março

Fui à Bahia ver meus pais. Não fazia isso há três anos, mas nem fiquei muito tempo. O Hélio tinha passagens compradas e eu não consegui no mesmo vôo que ele, e acabei indo na frente, Webjet de novo! Peguei gosto pela Companhia Aérea. Para cada ano que eu fiquei sem ir à Bahia eu fiquei um dia. Cheguei na sexta e voltei na segunda e está de bom tamanho.
Visitei os meus irmãos e amigos mais chegados.
Conheci o meu amigo, Alemão, o Théo!! Uma figura ele. Tomamos altos milks shakes, andamos na beira da praia, teve até tempestade de areia.

Abril

Ainda em casa e descansando de tudo o que queria ter feito, fui para Minas Gerais, conhecer Poços de Caldas. O meu amigo Chris insistiu e eu fui passar uma semana com ele. Aprontei tanta coisa naquele lugar que só vendo, sorri para o resto do ano, e brinquei me diverti pacas. Poços de Caldas é o que existe de melhor.
Em seguida, fui dar uma volta pelo Rio de Janeiro, fui conhecer Teresópolis, e a Mary Shultze, uma mulher culta, amiga de 80 anos, na minha época de igreja. Foi um final de semana santo, pois como eu estava no meio do povo da igreja, não iria mostrar o meu lado "negro".

Conheci uma pessoa bacana. Pena que foi só isso! Nem vale a pena comentar.
Conheci outra pessoa, mais maravilhosa ainda, pena que estivesse tão longe.

Maio

Mês de maio, foi osso! A primeira coisa importante que eu fiz, foi me mudar de casa. Morei com um amigo até então e descobri que não sei mais dividir. Como diria a Maria Rita: "desaprendeu a dividir"... e eu desaprendi. No finalzinho do mês me libertei e mesmo na busca por um novo emprego, estive correndo atrás de novos horizontes. Foi um mês complicado, mas foi um mês em que aprendi a amadurecer com seriedade e aprendi a confiar.

Junho

Mês das entrevistas! andei como um louco atras de emprego. As entrevistas para todos os tipos de cargos, e salários apareciam uma atras da outra.
Conheci o Leandro!!! O Mlke é prime, como o Bradesco. Fiz tanta coisa legal neste mês, que nem consigo listar.. chorei, sorri, brinquei, fiz bagunça, dancei, fiquei bêbado aqui em casa um monte de vezes sozinho. Andei na praia de noite pela primeira vez na vida!!! Essa noite foi show hein!!! nunca tinha visto o mar de noite, e desta fez vi e andei pela água por horas!!

Julho

Fiz mais uma porrada de entrevistas, traduzi centenas de artigos para o português (do espanhol), quebrei mais um regime, que me propus a fazer para perder peso e nunca consegui reduzir um quilo. Fiz mais entrevistas e no finalzinho do mês consegui um emprego. Voltei a ser mais digno, e parei com a intolerância, pois acho que a minha impaciencia era fruto do ócio. Fiz alguns amigos, mas nem todos duraram.

Agosto

Iniciei no trabalho! Fiquei feliz, me entreguei de corpo e alma e apostei coisas que hoje talvez eu não apostaria pelo mesmo motivo.
Tranquei e reabri a matricula da faculdade. Troquei de operadora de celular umas duas vezes, e nunca mais pude sair de casa aos finais de semana por conta do trabalho.
Dormi menos que o esperado, não beijei por não ter quem e não namorei pelo mesmo motivo. Continuo sozinho por opção (dos outros).
Arranjei um emprego. Fiquei feliz pra caramba! Pois eu procurava já há muitos meses. E justo no mês que o seguro-desemprego foi pro saco. Não é fácil ficar desempregado e pagar faculdade e aluguel, se manter pagar as contas etc, etc, etc...

Setembro

Um mês normal, se me recordo bem, não saí de casa uma vez sequer para ir onde quer que seja! Não fui a barzinhos, baladas não fui porque não gosto e mesmo que gostasse acho que também não iria. Me dediquei a todo custo ao novo trabalho.
No dia 07 aconteceu um dissidente com um amigo, em que ele não entendeu que eu estava estressado, e eu não reconheci que exagerei e a gente ficou sem se falar...

Outubro

Acho que nem preciso falar o quanto trabalhei! Fiquei ansioso esperando o amor chegar!!! De avião, de Rondônia. Parece que a cada dia que passava o tempo se espichava! O Adalton apareceu aqui em casa umas duas vezes. É com ele que tenho falado besteira e sorrido dos problemas e da vida. A Faculdade vai bem... cheia de gente nova!
Cada semana tem uma novidade. Este mês foi o mês do Direito!! Adorei este módulo, acho que foi o único que eu aprendi alguma coisa, porque de resto! Meu Pai! Só pela graça viu...

Novembro

Final do ano chegando, e eu contando os dias para o dia 07/12, em que eu iria buscar o "coracaum" como diria o Leandro no Aeroporto de Guarulhos. E parece que todo este mês eu fiz estes mesmos planos! Limpava a casa todos os dias pensando, lavava roupa todo dia pensando... dormia e acordava pensando!! Coloquei tudo em casa em ordem, até cortina que eu detesto eu comprei para essa chegada. Enfim, me tornei anfitrião!

Dezembro

Parece-me que enfim, consegui concluir um monte de coisa que eu pretendia desde o ano passado! Passei o ano inteiro sem comprar perfumes, (dos quais sou tarado), graças a compra que fiz em 2009 no mês de dezembro. Consegui me mudar de casa, e me libertar do comodismo que vivia no apartamento, e vim para uma casa do tamanho do apartamento, mas só para mim!
Tirei a minha carta, coisa que eu protelei por a vida inteira, por ter medo do volante, e ainda tenho.
Iniciei a Faculdade de novo, e pela terceira vez, mas agora estou continuando... e pela segunda vez com o mesmo curso! Mas tá valendo, agora eu acho que concluo. Metade do Curso já foi. O "coraçaum" me deu bolo!!! Não pode vir porque no dia da viagem a sua mãe teve um problema de saúde e teve de ficar cuidando!! Adeus sonhos, planos, metas... por conta disso o meu final de ano foi frustrado! Jesus Amado, como fiquei mal... me estressei fiquei com cara de bunda por duas semanas, tentando entender o que aconteceu. Na virada de ano, estava eu na casa da minha irmã como todos os anos tenho estado, bebendo o mesmo vinho que somente eu bebo, tomando o mesmo champanhe que somente eu tomo, olhando os fogos...

Chorei por um momento, ao me recordar de um monte de coisa que fiz e que deixei de fazer, fiz uma retrospectiva consciente e rápida, não dando tempo de parar para os pormenores.
Uma coisa boa aconteceu neste dezembro: Voltei a falar com o Leandro. Foi difícil!!! Ele me mandou e-mail, me pediu desculpas, mesmo sem ter errado e eu como um bom ogro, ainda dei uma patada antes de reconhecer que errei. Acho que isso serviu para a gente se unir ainda mais. Gosto mais dele do que antes!

Já tomamos o milkshake de cada dia para selar essa amizade! Não deu para ser no dia 31 porque não encontramos nenhum buteco aberto para comemorarmos, mas tomamos depois!!!
E é isso. A life continua, e ainda estou vivo!!!

Que venha 2010, pois esperei por ele por muitos anos, e agora ele chegou!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

No Meu Blog eu Não Posto, eu Bosto!

Eu nunca fui bom blogueiro!

Todas as vezes que leio os blogs dos meus amigos, sinto um desejo imenso de fazer o mesmo com meus escritos, e satirizar tudo e fazer a coisa fluir.
Essa inveja deu origem ao satirosouza.com.br e que abandonei com menos de um ano de idade. Achava que o site seria mais chique que o blog, e acho que por tanto querer acabei por exagerar, e de fato exagerei. O site não tinha nada haver com blog, nada haver mesmo com o estilo literário que invejara dos amigos, talvez por querer um pouco mais.

Montei o blogspot.com - bom! blosbost.com acho que ficava melhor, porque no meu blog eu não posto, eu bosto!

Definitivamente não levo jeito para a coisa. Acho que o meu estilo é mais literário que blogário! Eu não sei ficar contando lorotas, ou disfarçando os personagens de uma história real para amenizar o impacto para os que não entendem. Eu acho que não sei ficar contando pormenores e exaltando fatos do cotidiano para enfatizar o quanto dou importância às pessoas ou aos objetos. Traduzindo: eu não sei não ser eu!

Quando eu ouço uma canção que me comove ou me toca, eu não sei traduzir em miúdos falando de algo que vivi ou que gostaria de viver, do contrário, eu tranformo em poema e de forma translúcida diluo em palavras gris e mais do que instantaneamente faço brotar um texto que nem de longe compara a uma linguagem de blog.

Mantenho hoje o blogspot.com, mas não posso dizer que é um blog acessado por muita gente, pois por incrível que pareça as pessoas não gostam do que escrevo, ou melhor, dizem que gostam, mas acho que é para fazer média, porque se gostassem, acessavam espontaneamente.

Não sou do tipo que olha para fotos e escreve por horas sobre as dores e as mágoas. Sou do tipo que olha as fotos e chora por horas, como estou fazendo agora. Aliás, como estou tentando, pois olhar para as fotos, é desenterrar os fantasmas do passado e reviver as dores que já estavam até então soterradas.

Bom, é isso!

Catedral - Joga Fora

Frases sem sentido são jogadas
Olhares distantes dão em nada
Nada pode encobrir o que
Você significa em mim.

As cartas estão embaralhadas
Emoções a beira de uma estrada
E nada pode censurar o que
Você significa aqui.

Às vezes não entendo o teu querer
Às vezes eu preciso me esconder
Do que sinto eu não minto,
apenas grito e o meu grito...

Às vezes não consigo me encontrar
Às vezes não entendo o teu olhar
Jogo fora, vou embora,
nessa hora sei que quero mais você.

Sei que é difícil a gente querer perdoar
Como podemos abrir mão de amar?
Joga fora, vamo embora,
nessa hora o que importa é viver;

Sei que é difícil a gente querer consertar
O que fazer quando se quer voltar?
Joga fora, vamo embora,
nessa hora o que importa é viver...

domingo, 27 de dezembro de 2009

Retrospectiva

Nunca entrei em um navio, nunca sai do Brasil, não tenho planos assim, e não tenho ambições do gênero!

Nasci no interior do sertão, me mudei para a metrópole, e não tenho vergonha de assumir que antes eu tinha até medo de avião.

Depois fui crescendo, arranjei o primeiro emprego, que a gente nunca esquece. Não sei se pelos micos, ou se pelo primeiro salário, pelas primeiras compras, primeiros sonhos!!!
O primeiro décimo terceiro, a gente se sente rico, que pode comprar o mundo e colocar na nossa fazenda virtual.

É incrível como os amigos, os colegas, tentam e falam a respeito da faculdade dos cursos, das férias na Argentina ou no Peru... da viagem à França, da temporada na Alemanha, ou Itália.

Parece até que estes amigos não tem as mesmas preocupações, ou sempre ganham mais que a gente. Estes amigos em outro tempo não tem as mesmas preocupações, não tem os mesmos desejos, ou os mesmos sonhos e planos, mas por mais caro que estes sonhos sejam, eles conseguem alcançar e nós quase sempre, não!

É motivo de inveja? talvez! Mas não seria inveja no sentido literal, seria somente uma sórdida vontade de trocar de lugar por um instante, pois vida boa mesmo é a nossa, é a que está conosco desde o começo, e que se desenrola ao passar do tempo;

Choro no Natal, deprimo no ano novo! Não gosto destas datas. Me sinto um fora do mercado, e nunca costumo desejar "feliz natal e nem feliz ano novo", não sei se por não acreditar em muita coisa que estas datas retratam. Fiz teologia para clarear a mente sobre religião, parei de fazer para não virar ateu! Fui da Igreja para fazer a social, não vou mais por acreditar que não vale a pena!

Ja namorei sem amor, para mostrar as pessoas que eu era capaz de fazer isso, e parei de namorar, depois que descobri que eu estava fazendo ela sofrer; Hoje não namoro nem para mostrar as pessoas, e nem para fazer parar de sofrer, pois não tenho com quem!

Uma vez, enchi uma camisinha na inocência achando que era bexiga! Hoje não encho porque nem na inocência tenho motivos;

Já fiquei na rua até tarde olhando para o céu e admirando as estrelas, e hoje não faço o mesmo porque não consigo ver as estrelas no céu por mais claro que ele esteja;

Já fiquei horas fingindo sofrer por não ter um amor, e hoje parece que esta profecia se cumpriu, porque fico chorando por um dos sete montes de roma!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Fim de Ano, tudo outra vez!!!!

Nunca gostei de Natal! Acredito que se todas as pessoas tivessem a mesma visão que eu o Natal nem existiria. A festa que o povo "cristão" escolheu para dedicar o dia do nascimento de Jesus, se tornou um mito, e a última coisas que eles se lembram é disso. 

É o momento que todo mundo vai às compras gastar, gastar, gastar... estourar todos os limites dos cartões de crédito quantos tenham, comprando doces, presentes, ceias, enfim... é uma festa tosca!!

Não gosto de ceia de Natal, e não faço ceia de Natal. Na minha casa, não se acende uma luz destas que piscam, e nem se ostenta uma árvore por menor que ela seja. Não gosto do velhinho gordo, vestido de vermelho, porque além de ele nunca ter me trazido nada, ainda faz o povo acreditar que a bondade ainda existe no coração humano.

Depois dessa sequencia de lorotas, vem o final do ano... e o povo volta para as lojas para acabar de se endividar! Gastam com tudo o que é supérfluo, e passam os próximos seis meses trabalhando para pagar as dívidas acumuladas do final do ano. 

É o tempo mais hipócrita que existe. As pessoas fazem mal as outras por todo o ano, falam mal por todos os meses, e no último dia vem abraçar e dizer "feliz ano novo"... ou seja, vai começar a safadeza toda de novo!!! Eu não consigo entender isso.

É por isso que eu não gosto de Ano Novo. É a época que eu mais me estresso.

As pessoas mais chegadas me desejam Feliz Ano Novo no final de agosto, quando é meu aniversário, porque ali sim o ano começa para mim, e começa com seriedade, porque já começo com a responsabilidade de começar mais um ano mais velho. 

Agora neste final de ano convencional, eu fico em casa, geralmente sozinho, começo a pensar em tudo e em todos, fico depre, fico mal humorado, e sempre fico curtindo a TV, ou o computador (literalmente, porque não fica uma alma viva para conversar on line), é onde eu encho a cara sozinho, choro pensando no tempo que passou e que foi bom, e inconsciente e de forma calada, começo a organizar a minha vida para que eu possa seguir o fluxo das pessoas normais, Ou pelo menos tentar entrar no ritmo frenético da dança do mundo.

Sempre em todos os anos novos, vem as mesmas listas de coisas a fazer que nem metade a gente consegue executar. Existe aqueles mais determinados que conseguem. 

Eu listei algumas coisas na mente no ano passado, e me assustei com a minha evolução, quase todos os sonhos foram realizados, com muito sacrificio ao mesmo tempo que com muito zelo, ainda acho que as realizações deste ano, acabaram por se dar por que estive sozinho por todo o ano, e assim tive mais tempo para mim (se bem que estou sozinho nos últimos quatro anos)....

Mais um ano está começando de novo, espero que neste ano as pessoas criem mais juizo, e que comecem a pensar um pouco mais nas outras e parem de comprar tanto presente que não leva ninguém à profunda felicidade!!!

É isso!
satiro@novohamburgo.org

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O trabalho, a festa... tudo

Anteontem aconteceu a festa do Senarc. Eu fui!

Fui lá fazer presença. Cheguei era por volta de 22h e sai às 23h. Bebi três copos de chop, dois de refrigerante, comi alguns salgados, uma taça de água, e uma de fogo paulista!
Cheguei em casa já era quase 00h.

Fui com o Leandro. Convidei-o a ir comigo. Foi uma noite muito agradável, ainda quase danco YMCA, e detalhe, tocou até "I will survive"... Gente como eu ri!

O povo se revela. Na hora que começou a tocar o Robocop Gay, só via gente alegre pulando, como se dissesse: "mamãe essa é para mim!!".

Eu ficava só rindo de fora, e pensando no mico que muitos pagaram! mas enfim, me diverti à beça.

O Leandro. Eu convidei ele, pois foi o primeiro cara que veio na minha mente, e que toparia o desafio, de ver tanta gente estranha e mesmo assim ir. É meu brodi. Vacilei grandão com ele, mas agora acho que já está tudo bem.

Lê, num vai acontecer de novo! Nem preciso prometer, não é?

Ah e meus dias tem sido assim... essa semana, a Coordenadora da equipe, me escalou por meio de um sorteio para um projeto piloto de horário na empresa, em que uma equipe de 26 pessoas desce para entrar às 09h e sair às 15h20, e eu estou amando o horário. 

Embora seja um pouco mais corrido do que a tarde, eu acabei me adaptando mais, porque eu gosto da correria, e curto também, chegar em casa mais cedo. Como estou sem aula, vou poder me dedicar mais ao trabalho e assim, render um pouco mais.

Acho que é isso por enquanto.

O Brasão dos Sátiros